Deus deu os Dez Mandamentos à humanidade através do seu servo Moisés. O povo de Israel tinha sido escolhido para trazer a salvaçäo, a lei de Deus vivida, à humanidade através de uma vida exemplar. Quando os Israelitas, apesar da ajuda e da conduçäo através dos mandamentos, se envolveram cada vez mais nas suas causas, o filho de Deus encarnou-se em Jesus de Nazaré. Nele, aproximou-se novamente de nós ho­mens, o Pai, o Deus do amor, da bondade, do perdäo e da graça. Pois Ele indicou o caminho que conduz de volta à pátria eterna, através do auto-reconhecimento e da purificaçäo dos pecados, através da realizaçäo e do cumprimento das leis de Deus. Jesus de Nazaré viveu e ensinou este caminho. Este caminho está resumido no Sermäo da Montanha, que contém as instruçöes para a realizaçäo concreta no dia-a-dia. Esta oferta valeu e vale para todos os homens que querem viver de maneira cristä.

 

 

»A letra somente se torna viva, quando o homem começa a realizar os mandamentos. Assim amadurece passo a passo para dentro da lei toda abrangente do amor e da vida. Somente aquele que realiza os mandamentos com o coração e no espírito do amor, é que reconhecerá a lei toda abrangente e assim encontrará a verdade, que está no interior da alma do homem.«

extrato de «Esta é a Minha Palavra»

 

 

 

Nos nossos tempos, Cristo fala novamente a nós homens através de boca profética. Ele aprofundou e aprofunda os Dez Mandamentos e o Sermäo da Montanha em inúmeras revelaçöes, e através do atuar da Sua profetisa de ensino e mensageira espiritual. Assim, o espírito de Deus dá-nos ajuda para a apli­caçäo do Seu ensinamento, mostra-nos causas e con­textos espirituais e conduz-nos a respostas, a camin­hos e a soluçöes nas mais variadas situaçöes da vida. Com isto o espírito de Deus leva as Suas leis eternas para dentro da nossa vida diária, para que possamos ganhar experiência de como podemos pensar e viver “legitimamente”, isto quer dizer no espírito de Deus.

É importante que nós realizemos na nossa vida aquilo que reconhecemos. Se nós  f a z e m o s   aquilo que Jesus ensinou – e Jesus falou do fazer! – entäo criamos um potencial poderoso de energia positiva, isto é, divina, e também ganhamos uma sensitividade e poder de compreensäo para com o nosso próximo, e näo por último, a tolerância para deixar o livre arbítrio ao nosso próximo.

 

Este pequeno livro, que surgiu com base no texto de três programas de radio da “Pequena mesa redonda na Vida Universal”, contém algumas explicaçöes importantes acerca dos Dez Mandamentos.

Os Dez Mandamentos säo extractos da lei absoluta e perfeita de Deus. Esta lei de Deus é a vida. A vida, Deus, é tudo em tudo, a multiplicidade e abundância infinita do Ser. Ela é a vida em cada legitimidade, também em cada mandamento, a vida que se abre para nós homens através da realizaçäo e do cumprimento, através da nossa açäo e vida. Quem o pode compreen­der, que o compreenda. Quem quiser deixar, que o deixe. Quem quiser compreender, pode entender cada mandamento como um portal para a plenitude da vida – da vida em Deus, no espírito de Deus.

Se nós imergimos na profundeza da vida através do nosso pensar e agir, entäo descobrimos, que cada mandamento está, no final das contas, contido no outro mandamento. A experiência, que tudo está contido em tudo, näo pode ser transmitida por este pequeno livro, porém existem impulsos, indicaçöes e exemplos para aquele que quer, sinceramente, viver de modo cristäo, que quer seguir ao Cristo de Deus nos nossos tempos de hoje.

Como há 2000 anos atrás também hoje, Cristo faz-nos conscientes do maior mandamento: “Ama Deus, o teu Pai eterno, acima de tudo, e o teu próximo como a ti mesmo!” Nesta legitimidade da vida interior estäo contidos todos os mandamentos de Deus.

O essencial porém é que os mandamentos, como todas as verdades divinas, näo somente fiquem no papel, mas que também sejam vividos, somente entäo podemos compreender na sua profundidade a palavra de Deus, as Suas instruçöes de vida para nós homens, os Seus mandamentos.

Assim Jesus nos ensina: “Quem ouve estas minhas palavras e as faz, é como um homem sábio...” Hoje Ele näo diz outra coisa.

 

Nenhum de nós cristäos originais é já um perfeito “realizador da palavra”, porém nos esforçamos dia­riamente por seguir a Cristo, reconhecendo-nos a nós mesmos no dia, purificando os nossos pecados, näo voltando a cometê-los e em vez disto cumprindo as legitimidades de Deus, que estäo em sintonia com o maior mandamento do amor abnegado, com os Dez Mandamentos e o Sermäo da Montanha. A luta diária continua até que os homems cumpram totalmente a lei de Deus, quer dizer, até que façam em tudo a vontade de Deus, de maneira que o seu espírito possa atuar através deles sem cessar. E assim acontece que nós ainda “caímos” em pensamentos, palavras e açöes, quer dizer cometemos erros e nos decidimos errada­mente. Neste caso o importante é näo ficar caídos, mas sim levantar-nos com a ajuda e a força de Cristo e orientar-nos novamente a Deus e aos Seus mandamen­tos. Desta maneira continuamos a esforçar-nos pela realizaçäo, e entramos cada vez mais na posse da nossa herança espiritual, que é o sentido e a finalidade da nossa vida aqui na Terra. Isto significa para nós, seguir Cristo, e viver no espírito de Deus.

 

 

 O Primeiro Mandamento

“Eu Sou o Senhor teu Deus, näo terás outros deuses diante de Mim. Näo farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na Terra, nem nas águas debaixo da Terra.”

 

O Segundo Mandamento

“Näo tomarás o nome do Senhor teu Deus em väo; porque o Senhor näo terá por inocente aquele que tomar o Seu nome em väo.”

 

O Terceiro Mandamento

“Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabal­harás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia näo farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.”

O Quarto Mandamento

“Honra o teu pai e a tua mäe, para que se prolongu­em os teus dias na Terra que o Senhor teu Deus te dará.”

  

O Quinto Mandamento

"Não Matarás"

 

O Sexto Mandamento

"Não adulterarás"

 

O Sétimo Mandamento

"Não roubarás"

 

O Oitavo Mandamento

Näo darás falso testemunho contra o teu próximo”

 

O Nono Mandamento

"Não cobiçarás a casa do teu próximo"

 

O Décimo Mandamento

“Näo cobiçarás a mulher do teu próxi­mo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi,nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próxim­o.”

 

 

 

Introdução

 

Deus deu os Dez Mandamentos à humanidade através do seu servo Moisés. O povo de Israel tinha sido escolhido para trazer a salvaçäo, a lei de Deus vivida, à humanidade através de uma vida exemplar. Quando os Israelitas, apesar da ajuda e da conduçäo através dos mandamentos, se envolveram cada vez mais nas suas causas, o filho de Deus encarnou-se em Jesus de Nazaré. Nele, aproximou-se novamente de nós ho­mens, o Pai, o Deus do amor, da bondade, do perdäo e da graça. Pois Ele indicou o caminho que conduz de volta à pátria eterna, através do auto-reconhecimento e da purificaçäo dos pecados, através da realizaçäo e do cumprimento das leis de Deus. Jesus de Nazaré viveu e ensinou este caminho. Este caminho está resumido no Sermäo da Montanha, que contém as instruçöes para a realizaçäo concreta no dia-a-dia. Esta oferta valeu e vale para todos os homens que querem viver de manei­ra cristä.

Nos nossos tempos, Cristo fala novamente a nós homens através de boca profética. Ele aprofundou e aprofunda os Dez Mandamentos e o Sermäo da Montanha em inúmeras revelaçöes, e através do atuar da Sua profetisa de ensino e mensageira espiritual. Assim, o espírito de Deus dá-nos ajuda para a apli­caçäo do Seu ensinamento, mostra-nos causas e con­textos espirituais e conduz-nos a respostas, a camin­hos e a soluçöes nas mais variadas situaçöes da vida. Com isto o espírito de Deus leva as Suas leis eternas para dentro da nossa vida diária, para que possamos ganhar experiência de como podemos pensar e viver “legi­timamente”, isto quer dizer no espírito de Deus.

É importante que nós realizemos na nossa vida aquilo que reconhecemos. Se nós  f a z e m o s   aquilo que Jesus ensinou – e Jesus falou do fazer! – entäo criamos um potencial poderoso de energia positiva, isto é, divina, e também ganhamos uma sensitividade e poder de compreensäo para com o nosso próximo, e näo por último, a tolerância para deixar o livre arbítrio ao nosso próximo.

 

Este pequeno livro, que surgiu com base no texto de três programas de radio da “Pequena mesa redonda na Vida Universal”, contém algumas explicaçöes im­portantes acerca dos Dez Mandamentos.

Os Dez Mandamentos säo extractos da lei absoluta e perfeita de Deus. Esta lei de Deus é a vida. A vida, Deus, é tudo em tudo, a multiplicidade e abundância infinita do Ser. Ela é a vida em cada legitimidade, também em cada mandamento, a vida que se abre para nós homens através da realizaçäo e do cumprimento, através da nossa açäo e vida. Quem o pode compreen­der, que o compreenda. Quem quiser deixar, que o deixe. Quem quiser compreender, pode entender cada mandamento como um portal para a plenitude da vida – da vida em Deus, no espírito de Deus.

Se nós imergimos na profundeza da vida através do nosso pensar e agir, entäo descobrimos, que cada mandamento está, no final das contas, contido no outro mandamento. A experiência, que tudo está contido em tudo, näo pode ser transmitida por este pequeno livro, porém existem impulsos, indicaçöes e exemplos para aquele que quer, sinceramente, viver de modo cristäo, que quer seguir ao Cristo de Deus nos nossos tempos de hoje.

Como há 2000 anos atrás também hoje, Cristo faz-nos conscientes do maior mandamento: “Ama Deus, o teu Pai eterno, acima de tudo, e o teu próximo como a ti mesmo!” Nesta legitimidade da vida interior estäo contidos todos os mandamentos de Deus.

O essencial porém é que os mandamentos, como todas as verdades divinas, näo somente fiquem no papel, mas que também sejam vividos, somente entäo podemos compreender na sua profundidade a palavra de Deus, as Suas instruçöes de vida para nós homens, os Seus mandamentos.

Assim Jesus nos ensina: “Quem ouve estas minhas palavras e as faz, é como um homem sábio...” Hoje Ele näo diz outra coisa.

 

Nenhum de nós cristäos originais é já um perfeito “realizador da palavra”, porém nos esforçamos dia­riamente por seguir a Cristo, reconhecendo-nos a nós mesmos no dia, purificando os nossos pecados, näo voltando a cometê-los e em vez disto cumprindo as legitimidades de Deus, que estäo em sintonia com o maior mandamento do amor abnegado, com os Dez Mandamentos e o Sermäo da Montanha. A luta diária continua até que os homems cumpram totalmente a lei de Deus, quer dizer, até que façam em tudo a vontade de Deus, de maneira que o seu espírito possa atuar através deles sem cessar. E assim acontece que nós ainda “caímos” em pensamentos, palavras e açöes, quer dizer cometemos erros e nos decidimos errada­mente. Neste caso o importante é näo ficar caídos, mas sim levantar-nos com a ajuda e a força de Cristo e orientar-nos novamente a Deus e aos Seus mandamen­tos. Desta maneira continuamos a esforçar-nos pela realizaçäo, e entramos cada vez mais na posse da nossa herança espiritual, que é o sentido e a finalidade da nossa vida aqui na Terra. Isto significa para nós, seguir Cristo, e viver no espírito de Deus.

 

Os cristäos originais na Vida Universal

e na Comunidade da Aliança Nova Jerusalém

 

Wuerzburg, em Novembro 1994

 
 

I

 

O primeiro mandamento

 

Na traduçäo da Bíblia perante nós, de acordo com a traduçäo de Lutero*, o primeiro mandamento diz: “Eu Sou o Senhor teu Deus, näo terás outros deuses diante de Mim. Näo farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na Terra, nem nas águas debaixo da Terra.”

O que é que este primeiro mandamento quer dizer para nós cristäos originais na Vida Universal? Como é que nós cristäos originais mantemos o primeiro man­damento? Como o realizamos no dia-a-dia?

A primeira afirmaçäo no começo do primeiro man­damento diz: “Eu Sou o Senhor teu Deus.” Esta afir­maçäo é de importância fundamental para nós cristäos originais, pois Deus é tudo o que é. Ele é o espírito da vida e o Pai de todos nós. Aí também está explicado de onde vem  e para onde vai o homem.

 

No primeiro mandamento também está escrito: “Näo terás outros deuses diante de Mim.” Nós cristäos originais entendemos os “outros deuses” näo somente como poder, dinheiro, a técnica superdesenvolvida, o vício do prazer, drogas e coisas parecidas. Nós pen­samos assim:

Tudo aquilo que näo está de acordo com a lei di­vina, a palavra eterna de Deus, säo os “outros deuses”, quer dizer ídolos. Destes também fazem parte desejos exagerados, paixöes e cobiça, tudo aquilo que o ho­mem deseja além da medida sadia.

Se nós alimentamos estes desejos extremos e impel­entes, cobiça, paixöes e vícios, movendo-os por longo tempo em sensaçöes, sentimentos e pensamentos, ou até mesmo seguindo-os com a açäo, entäo adoramos estes deuses e rendemos-lhes tributo. Também pode­mos considerar homens como “outros deuses” os quais nós fazemos de superiores, que veneramos e hon­ramos, em vez de os respeitarmos simplesmente como os nossos próximos.

 

O primeiro mandamento continua: “Näo farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na Terra, nem nas águas debaixo da Terra.” Como o fazem os cristäos origi­nais?

Nós cristäos originais sabemos, que o espírito de Deus habita em cada um de nós. Para nos dirigirmos a Deus, nosso Pai e a Cristo, nosso Redentor, näo pre­cisamos de imagens exteriores, perante as quais nos ajoelhamos e adoramos, mas sim vamos ao nosso interior e oramos lá a Deus. Nós näo precisamos de estátuas, relicários, nenhuma imagem do crucificado ou outras coisas, pois sabemos, que o espírito de Deus está vivo em nós. A Ele é que nos dirigimos. Ele é-nos apoio e segurança.

Cada imagem de santo, que é honrada, é finalmente o “outro deus”, pois cada figura, que é honrada no exterior, desvia do verdadeiro Deus, de Deus no nosso mais profundo interior.

Cristo revelou-nos desta maneira: Se honramos imagens ou estátuas como por exemplo as muitas imagens de santos, entäo fazemos uma imagem de Deus, dos anjos ou mesmo do céu, que muitas vezes é imaginado como sendo iluminado e irradiante, que porém é representada totalmente de acordo com as circunstâncias terrenas. Esta imagem grava-se na nossa alma. Quando a hora da morte chega, e nós vamos aos reinos do além, entäo, dependendo das circunstâncias, teremos de sofrer com estas imagens pois elas säo programas, que gravamos na nossa alma.

Com a nossa maneira de pensar näo podemos ima­ginar o céu eterno. Näo podemos fazer uma imagem dos mundos espirituais puros, nem dos anjos, nem dos seres espirituais, e muito menos do Deus Pai, do Deus Pai e Mäe, e de Cristo, o Co-regente dos céus. Imagens e estátuas säo apenas imaginaçöes. Se nós vamos ao além com tais imaginaçöes, entäo temos de primeiro deixá-las, até que, no decorrer do processo da purifi­caçäo, a nossa alma chegue à verdadeira imagem, à realidade do Ser, até entrarmos no céu, que nós näo podemos imaginar como homens; até que vejamos Deus cara a cara e também Cristo, o nosso irmäo e redentor, e nossos irmäos e irmäos, os seres divinos no céu. Assim nos ensinou Cristo, o espírito revelador.

Nós cristäos originais na Vida Universal também näo temos nenhuma cruz com corpo. Para nós Cristo ressuscitou. Estamos conscientes de que trazemos no nosso coraçäo, na nossa alma, o ato de redençäo do Senhor. Este é simbolizado através da cruz livre. Para nós a cruz da ressureiçäo é igual ao indicador do caminho para o Ser eterno.

O corpo é representado de diversas maneiras. Se nós acreditamos que o corpo, a imagem, foi outrora Jesus, temos este corpo como imagem na nossa alma. Esta imagem, o corpo, aparecerá, quando formos para o além, como alma depois da nossa morte física. Iremos ter dificuldade em retirar da nossa alma esta imagem, que sempre adoramos. Pode ser, dependendo das circunstâncias, um longo caminho, até que nos torne­mos conscientes de que o ressuscitado é um ser lumi­noso do Ser eterno e näo o corpo na cruz.

 

No primeiro mandamento também é dito, que näo devemos fazer uma imagem nem daquilo que há em baixo na Terra, nem nas águas debaixo da Terra. Compreendemos isto quando sabemos que tudo o que vemos na Terra, näo é a verdadeira realidade. Os nossos olhos físicos vêem o capa que esconde em si a vida, o Espírito.

Os animais, as plantas, as pedras, aquilo que está sobre e dentro da Terra, o que vemos na água e o que está no fundo do oceano, säo aspectos de Deus, que têm uma outra forma do que no Ser eterno por causa da solidificaçäo da matéria. Nós devemos perceber os nossos próximos da natureza, os animais, no nosso coraçäo; devemos afirmar toda a natureza como a grande luz da criaçäo e mantê-la no coraçäo. Seria porém errado acreditar que as formas de vida terrenas, como por exemplo a aparência externa de uma flor, de um animal, estejam de acordo com a força de criaçäo de Deus no céu. Na flor, no animal está a essência da vida, está Deus – a forma exterior é o envólucro mate­rial.

Os reinos da natureza säo aspectos de Deus que se formaram. Aquilo que nós vemos na Terra näo é a criaçäo original, mas somente o luzir daquilo que Deus criou na criaçäo pura. Por isto nós näo deveriamos fazer uma imagem, pensando que no céu esta forma seria igual.

 

Na Bíblia “A Boa Notícia”* o primeiro mandamen­to é um pouco diferente: “Eu sou o Senhor, teu Deus. Além de mim näo existem para ti outros deuses. Näo faças para ti uma imagem de Deus. Näo faças nenhu­ma imagem de qualquer coisa no céu, na Terra ou no mar.”

Näo é a letra que é a verdade, mas sim o sentido. Por isto, para nós cristäos originais, o importante é captar o sentido dos mandamentos e do Sermäo da Montanha através da realizaçäo diária.

  

II

 

O segundo mandamento

 

O segundo mandamento diz o seguinte de acordo com a Bíblia de Lutero: “Näo tomarás o nome do Senhor teu Deus em väo; porque o Senhor näo terá por inocente aquele que tomar o Seu nome em väo.”

Para nós cristäos originais é abuso do nome de Deus que homens que conhecem os mandamentos de Deus e o ensinamento de Cristo, que disseram sim aos mesmos, näo obstante näo os realizam, que talvez até mesmo chamem os outros à atençäo sobre os manda­mentos, os ensinando à respeito e eles próprios agem de maneira bem diferente.

 

O abuso näo é somente quando nós dizemos pala­vröes com o Seu nome, fazemos promessas ou coisas parecidas, mas também, quando levamos à boca o nome do Santo eterno sem pensar, por exemplo, “Ai, meu Deus!” quer dizer quando utilizamos palavras de saudaçäo como “saudaçöes em Deus”, sem dar aten­çäo àquilo que dizemos, sem dizê-las consciente­mente.

Utilizamos em muitas conversas a palavra “Deus” – o que pensamos neste momento? Muitas vezes näo pensamos em nada, säo somente palavras vazias, floreio. Mas tudo é energia. Disto se dá: Nós somos responsáveis por cada palavra que sai da nossa boca. Assim ensinou o espírito profético, Cristo; assim também está escrito na Bíblia.

Nós deveriamos portanto cumprir o segundo man­damento, quando prestamos atençäo ao que pensamos quando tomamos a palavra “Deus” na nossa boca.

Muitas vezes dizemos: “Graças a Deus por isto ou aquilo näo me ter acontecido!” Nós podemos dizer as palavras “graças a Deus”, mas estamos realmente gratos a Deus? Na maioria das vezes é somente uma maneira de falar, que muitos usam, porém muito rara­mente utilizam esta situaçäo para pensar sobre si mesmos – sobre a sua maneira de pensar e sobre a sua vida, sobre a sua semente e a colheita que talvez se espera e sobre Deus e Seus mandamentos.

Se vamos ao interior nesta situaçäo e nos perguntamos, como chegou a tal ponto de nós aliviados di­zermos “Graças a Deus!”, isto tem muita coisa a nos dizer. Se nos reconhecemos nas nossas emoçöes, entäo aprendemos a agradecer a Deus de coraçäo. Ao mesmo tempo esforçamo-nos por näo voltar a fazer este erro, este pecado, que reconhecemos e que purificamos com Cristo. Este é o agradecimento activo a Deus, o nosso pai, e a Cristo, nosso redentor.

 

Nós cristäos originais usamos a saudaçäo da paz, e entremeios acostumamos-nos a reflectir sobre isso. Se pronunciamos a palavra “paz” enviamos a mesma como saudaçäo ao nosso próximo, e deveriamo-nos entäo esforçar diariamente, por manter a paz com o nosso próximo. Se no entanto desvalorizamos o nosso próximo, se temos inveja dele, se o odiamos e entäo desejamos-lhe a paz, nós escarnecemos de Deus. Isto é fazer mau uso do Seu santo nome.

O nome de Deus é usado em väo mais gravemente do que se imagina, pois muitos iludem os outros e a si mesmo sobre a verdadeira motivaçäo do seu proceder. Nós abusamos do nome de Deus quando entramos numa comunidade religiosa com a intençäo de alcançar algo para nós mesmos, quando por exemplo queremos um alto nível de vida, (prestígio, reputaçäo ou renome) e uma vida sem preocupaçöes através de um cargo numa comunidade. O mesmo é válido quando entra­mos num conselho de uma igreja para sermos res­peitados pelo próximo, para ser alguém. Se num partido político é usada a palavra “cristäo”, para fazer acreditar que säo aqui vividos os mandamentos de Deus ou que estas pessoas säo seguidores de Cristo, entäo isto é um abuso do nome de Deus, se o nome do Senhor é usado como cartaz, mesmo que viver e alme­jar das pessoas näo esteja de acordo com o que os mandamentos ou o Sermäo da Montanha exigem. Assim iludem e enganam-se os semelhantes.

 

 

Quem quiser comprovar, se a palavra “cristäo” é somente utilizada como uma fachada ou farça ou se realmente almeja metas cristäos, que olhe para os frutos – assim como Jesus nos recomendou no Sermäo da Montanha como sinal de distinçäo: “De acordo com os seus frutos os reconheceräo.” Como critério tam­bém ajudam os Dez Mandamentos. Por exemplo, se um grupo, comunidade ou partido defende o manda­mento “näo matarás” – ou se defende que outras pessoas possam ser, por exemplo, mortas na guerra?

Nós deveríamos tornar-nos conscientes, que as pe­ssoas que apoiam uma comunidade ou um partido destes, quando votam neles ou pagam uma contri­buiçäo, säo responsáveis da mesma maneira e partici­pam no abuso do nome de Deus. Cada qual tem de se responsabilizar perante Deus por aquilo que representa ou do qual faz parte. Quem sabe da injustiça e se cala, também se faz culpado.

O segundo mandamento diz: “...porque o Senhor näo terá por inocente aquele que tomar o Seu nome em väo.” Cristo, o espírito profético, ensinou-nos, que Deus näo nos castiga por aquilo que fazemos, porém que nós mesmos nos castigamos através da lei: “O que o homem semeia, colherá.” Näo é Deus quem semeia, nós semeamos, e o que semeamos, também colhere­mos. Nós iremos sentir as consequências do nosso actuar, pois cada um é responsável por si mesmo. Deus näo quer elevar o pecador ao céu, mas sim mostrar-lhe o seu erro, para que o purifique e näo o volte a fazer.

Esta relaçäo näo se pode porém retirar das palavras da Bíblia comunitária evangélica e católica, pois lá está escrito: “Näo abuses do nome de Deus, pois Deus irá castigar todo aquele que o fizer.”

Vemos que seria bom primeiro realizar os manda­mentos, em vez de julgar e colocar Deus como sendo um Deus castigador. Ele permite que pecamos, pois Ele deu-nos o livre arbítrio. E como Ele o permite em consequência do livre arbítrio, entäo Ele näo irá casti­gar-nos. Nós mesmos nos castigamos.

Temos de compreender o  s e n t i d o  das palavras, também o sentido dos mandamentos. A Bíblia somente pode ser compreendida no sentido fiel das palavras se realizamos os mandamentos passo a passo. Senäo levamos à letra o que foi dito e acusamos Deus que Ele castiga.

Jesus trouxe-nos o Pai do amor. Isto era necessário, pois no Velho Testamento sempre se ouve falar no “Deus da ira”. O vocabulário daquele tempo desen­volveu-se a partir da crença em muitos deuses (politeísmo). Por isso é que o Velho Testamento, ao qual também pertencem os Dez Mandamentos, está cheio de expressöes vindas da crença em muitos deu­ses que castigam, e a partir da crença em muitos deu­ses muita coisa entrou para a crença no Deus único.

Deveriamos fazer-nos a pergunta conscientemente: Acreditamos no Deus que castiga, quer dizer no Velho Testamento – ou acreditamos no Deus do amor, que Jesus o Cristo nos trouxe? No Novo Testamento tam­bém está escrito: “Aquilo que o homem semeia, co­lherá.” Se acreditamos no Deus que castiga, entäo negamos esta legitimidade: semente e colheita, através da qual finalmente somos conduzidos directamente, através do auto-reconhecimento e da purificaçäo do pecaminoso.

Nós somos cristäos e deveríamo-nos decidir: ou acreditamos no Deus castigador, ou no Deus do amor e da misericórdia: no Deus, que reconcilia, que perdoa, no Deus, que enviou o Seu filho por Seu amor, Jesus, o Cristo.

 

 

 

III

 

O terceiro mandamento

 

Na Bíblia de acordo com a traduçäo de Martin Lutero, está escrito no terceiro mandamento: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabal­harás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia näo farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.”

 

 

Como deveríamos santificar o sábado? Como o fa­zem os cristäos originais?

Este mandamento näo manda, que num dia da se­mana näo se deveria fazer nada, mas sim nós o com­pre­endemos assim:

Devemos encontrar-nos neste dia na comunidade, fazer, em conjunto, uma revisäo da semana e acabar a semana com a força do Senhor. Aquilo que ainda sentimos de pecaminoso, que näo está purificado, devemos purificá-lo com o nosso próximo para po­dermos ir livres para a semana seguinte. Se tudo está praticamente encerrado tanto quanto possível, entäo deveriamos honrar e louvar a Deus, agradecer-Lhe, e também falar Dele, que é o amor infinito e que nos acompanhou durante a semana passada.

Assim o fazemos nós cristäos originais todos os sábados à tarde. Nós reunimo-nos numa oraçäo e juntos revemos a semana; encerramos a semana que passou e ceamos juntos. Agradecemos a Deus, O louvamos e adoramos e levamos Cristo consciente­mente para a semana seguinte, para que Ele nos ajude a realizar os mandamentos e o Sermäo da Montanha.

Nós cristäos originais, damos honra ao Pai eterno juntos no dia do sábado e cultivamos neste dia mais conscientemente o interior que o exterior. Assim este dia é para nós como uma fonte de energia. Näo iremos utilizar as nossas forças sem pensar, mas sim iremos receber neste dia da fonte que é Deus, a esperança, a força, a confiança e também a alegria para a semana seguinte.

Além disto nós cristäos originais alegramo-nos das horas livres, nas quais podemos fazer algumas coisas para nós mesmos, aquilo que nos dá alegria. Porém evitamos o estress nas horas livres, pois as conse­quências iriam marcar a semana seguinte. Como seria a segunda-feira, que deveria ser um dia dinâmico, um dia de açäo?

Nós cristäos originais esforçamo-nos por sermos calmos e reflectivos nos dias livres de trabalho, por nos interiorizar-mos mais, receber força, encher-nos de força, para podermos ir para a semana seguinte cheios de força com Cristo nosso Redentor.

 

Na Bíblia “As Boas Novas” este mandamento diz o seguinte: “Näo esqueças o dia do descanso, pois é um dia especial, que pertence ao Senhor. Tu tens seis dias na semana para fazer o teu trabalho. O sétimo dia porém deve ser um dia de descanso.”

 

Ao comparar  os dois textos da Bíblia,  reconhece­mos mais uma vez: A verdade está em ambos os livros descrita por outras palavras. Nós vemos: Näo de­veríamos prender-nos às palavras, mas sim compreen­der o sentido, e somente podemos  captar o mesmo quando aspiramos na nossa vida diária à realizaçäo dos Dez Mandamentos e do Sermäo da Montanha e vive­mos de acordo com os mesmos, cada vez mais.

  


 

IV

 

O quarto mandamento

 

Na Bíblia de Lutero está escrito no quarto manda­mento:

“Honra o teu pai e a tua mäe, para que se prolongu­em os teus dias na Terra que o Senhor teu Deus te dará.” Na traduçäo unificada está escrito: “Honra o teu pai e a tua mäe, para que se prolonguem os teus dias na Terra que o Senhor teu Deus te dá.”

 

Cristo, o espírito que se revela, ensinou-nos o se­guinte: Também pai e mäe säo nossos próximos. Devemos respeitá-los e valorizá-los, devemos tê-los no coraçäo assim como todos os homens. A honra, porém, pertence somente a Deus, o nosso Senhor. Temos que distinguir entre “respeitar” e “honrar”: Nós honramos Deus, quando O amamos acima de tudo, o colocamos acima do nosso humano e purificamos o nosso hu­mano, o pecaminoso, com a sua força. Respeitamos o nosso próximo quando lhe queremos bem de coraçäo e temos para com ele compreensäo, näo invejamos nada dele, näo o desprezamos, deixamos-lhe a liber­dade e fazemos-lhe primeiro aquilo que esperamos dele.

Filhos e pais säo filhos de Deus. Assim eles säo ir­mäos. No filho, que está em crescimento e que tem de aprender e construir os programas para esta vida aqui na Terra, habita um ser espiritual amadurecido. Os pais só säo mais velhos de idade, säo os irmäos ou irmäs maiores aos quais foi confiada a proteçäo para os seus filhos, de acordo com a lei de Deus.

 

As palavras “para que se prolonguem os dias na Terra que o Senhor teu Deus te deu” significam: A vida daquele que mantém as leis de Deus,  correrá harmoniosamente. Ele também näo terá grandes brechas na sua vida, nem com uma doença grave, nem com uma morte precoce. Ele Também  viverá em paz com o seu próximo, e assim poderäo todos os que cumprem este mandamento  e os demais mandamen­tos, “viver naquela terra”, em paz.

 
 

V

 

O quinto mandamento

 

Na maioria das Bíblias o texto do quinto manda­mento diz simples e claramente: “Näo matarás.”

Assim também na “Bíblia Scofield”, onde porém lemos no rodapé: “A lingua hebraica utiliza muitas palavras para denominar o significado “matar”. Este verbo, que é utilizado aqui, é uma palavra especial, que somente pode significar assassinar e sempre mos­tra um matar com intençäo.”

Na traduçäo unificada da igreja evangélica e católi­ca a coisa já é oficial. Lá está escrito: “Näo assa­ssinarás.”

Isto faz surgir perguntas. O que é correto? Significa agora “näo matarás” ou “näo assassinarás”? Como nos deveríamos comportar como cristäos?

O rodapé acima mencionado da Bíblia Scofield diz que näo devemos matar intencionalmente. Se pen­samos no mundo animal, entäo este mandamento de näo matar intentionalmente teria sentido, pois onde quer que seja nós homens colocamos os nossos pés, estäo muitos, muitas vezes pequeninos, animais. Nós pisamos alguns animais, porém näo o fazemos com intençäo. Ao encostar-nos a uma árvore, também pode acontecer matarmos algunos pequenos animais; nós näo os vemos, entäo näo o fazemos com intençäo. No entanto se queremos matar um homem, o faremos com intençäo. E de acordo com a linguagem comum, näo é outra coisa do que assassinato. Quer dizer, matar, na sua exatidäo, é o mesmo que assassinar.

Se olhamos os factos mais de perto, reconhecemos que quando um homem mata um homem, tem antes certos pensamentos, e pensamentos säo forças. Nós entretanto näo vemos os pensamentos, porém eles säo energias, realidades, e agem. Por exemplo, na guerra temos pensamentos de medo: O inimigo, assim  de­nominamos o nosso irmäo, poderia matar-nos. Assim matamo-lo nós primeiro. Se alguém é soldado, ele tem de pensar em matar, pois um soldado treina e aprende a matar, para entäo o fazer.

Se uma instituiçäo, como por exemplo a instituiçäo católica ou a instituiçäo evangélica, apoia a guerra, entäo näo é de admirar que um rodapé como este na Bíblia Scofield venha a calhar.

Seja matar ou assassinar – cada um sabe: Quem vai à guerra,  possívelmente, irá matar o seu irmäo. Como Jesus de Nazaré nos disse que todos nós somos irmäos e irmäs, filhos de   u m   Pai,  isto é simplesmente fraticídio – seja morte ou assassínio.

 

Uma pergunta a vocês, caros leitores: Há uma dife­rença para vocês, se säo mortos ou assassinados? De certo que näo, pois morto é morto.

Se somos verdadeiros cristäos, entäo temos de nos fazer a pergunta: O que é que Jesus diria a isto? Ele disse a Pedro, quando este cortou a orelha a um sol­dado: “Pöe a tua lança na bainha. E Jesus curou a orelha. Porquê? “Näo faças mal ou causes injustiça a ninguém.”

Jesus falou: “Quem usa a espada, morrerá pela espada. Assim também se pode dizer: Quem toma na pistola e mata o seu irmäo, também será morto pela pistola, através do tiro – a näo ser que ele almege a graça de Deus, deixe bater a sua consciência e purifi­que a sua culpa de todo o coraçäo. Porém se dizemos já de início: “Eu mato hoje o meu irmäo, que é meu inimigo – amanhä eu posso entäo purificar”, isto näo nos  ajudará.

Violência causa sempre de novo violência. Nós re­conhecemos a insensatez das guerras. Aí é dito: Soldados säo enviados à guerra, para que seja feita a paz. Mas será que podemos produzir a paz através de armas, de canhöes, matando o nosso próximo?

 

Nós sabemos que todo o pecaminoso que sai de nós, volta a recair sobre nós. O medo do nosso próximo que sente o tiro no seu coraçäo, sentindo que tem de morrer, o seu sofrimento, os seus muitos pen­samentos, o seu ódio, o seu desejo de vingança – tudo isto säo energias, que näo se dissolvem no ar. Em algum lugar iräo cair; por parte naquele que morre, pois ele também era um soldado. Ele leva consigo esta parte da energia negativa como carga para os reinos das almas e na maioria das vezes para mais uma vida na Terra. Os sentimentos e sensaçöes daquele que morre caem também de volta sobre o que mata. Este matou de propósito, pois sabia antes que, como sol­dado,  iria matar.

Aquilo que näo é expiado nesta vida, conduz-nos nas próximas vidas terrenas a situaçöes parecidas. Nós, por exemplo nascemos num país onde domina a gue­rra. O assassino e a vítima voltam sempre a encontrar-se através da roda da reencarnaçäo. Voltam sempre a ser assassinos e vítimas, inimigos, até que um dia se däo as mäos e fazem as pazes. A culpa que prende ambos, que acorrenta um ao outro, apenas é purificada e apagada através do pedir perdäo e perdoar por ambas as partes.

 

A roda da reencarnaçäo, o facto da reencarnaçäo, torna-se claramente visível em muitas situaçöes do nosso tempo de hoje. Tudo é energia e nenhuma ener­gia se perde. Nas guerras, por exemplo, torna-se activa uma onda enorme de energias concentradas, negativas agressivas, um potencial de pecados näo purificados de muitas pessoas, que se juntou e  formou – por ventura durante séculos.

Na Bíblia está escrito: “O que o homem semeia, colherá”. Se semeamos a morte, quando matamos o nosso próximo de propósito, entäo também colhere­mos a morte desta maneira, se näo reconhecemos a tempo as nossas causas e as purificamos com a ajuda da graça de Deus e näo as cometemos mais. Assim nos ensinou Jesus.

A roda da encarnaçäo gira e traz à carne sempre de novo aquelas almas que se carregaram de culpa e que ainda näo a pagaram. Se damos uma olhada às diversas guerras do passado neste mundo, vemos que voltam sempre a incendiar-se guerras parecidas nos mesmos países ou em países vizinhos. Porquê? Porque as causas näo foram purificadas e acabam por efectuar-se.

Deus deu, através de Moisés, o mandamento “näo matarás.” Porque é que atualmente se transformou este texto da Bíblia nas palavras: “näo assassinarás”? Olhemos por detrás disto. A explicaçäo seguinte é lógica:

As duas igrejas, que fizeram esta falsificaçäo, apoiam a guerra. Com a reformulaçäo do quinto man­damento têm agora uma justificaçäo bíblica, pois de acordo com a sua maneira de ver as coisas, o matar uma pessoa numa guerra é “somente” matar e näo assassinar. Como actualmente o matar parece ser permitido, entäo pode-se fazer guerras e matar pessoas na guerra, sem preocupaçäo.

Se olhamos profundamente para os contextos,  vol­tamos também aqui a observar a roda da encarnaçäo, a reencarnaçäo. Em épocas passadas a igreja católica mandou fazer a “guerra santa”, para cristianizar à força ou matar a pessoas de outras crenças. Foi o que aconteceu por exemplo aos Judeus no vale do Reno e aos cristäos Úngaros e aos Saracenos através das tropas dos Francos nas primeiras cruzadas. É o que aconteceu a centenas de mil Índios na América do Sul nos tempos das descobertas. Assim acontece no século vinte quando os países balcánicos deveriam somente ser povoados por cristäos. Matava-se e roubava-se, e isto, como se diz,  em nome de Cristo.

Na alma dos assassinos daquela época ainda está este potencial negativo maciço, isto se ainda näo deram a volta. Entäo muitos dos líderes das igrejas de hoje, que, dependendo da situaçäo, estavam encarna­dos naquela época e participaram das conhecidas “guerras santas”, ainda têm isto nas suas almas. E como ainda está na alma, a palavra “matar” estimula certos chamados príncipes da igreja. Eles têm sen­saçöes e pensamentos. No entanto em vez de recon­hecer estes pensamentos e sensaçöes e os purificar com Cristo, propöem que matar na guerra é permitido, pois também era permitido na “guerra santa.”

O assassinar, quer dizer o chamado matar conscien­te, o trucidar, já naquela época estava subordinado ao mandamento “näo matarás.” O que aconteceu real­mente? Como foram levadas à morte pessoas de outras crenças?

O que aconteceu com os Germanos?: Ou foram ba­tizados ou degolados! E o que aconteceu com os Índios?: Ou “com nós cristäos”, ou ao “inferno”! E o que aconteceu com os heréticos?: Ou com a igreja, ou à morte! Escarnecidos, mutilados, trucidados, queima­dos, centenas de mil, milhöes – por quem?

 

A roda da reencarnaçäo gira. As mesmas almas voltam em outros corpos humanos. Para onde? Lá, onde a sua carga os atrai.

Perguntemo-nos mais uma vez: Será que isto foi matar ou assassinar? E: o que é que nós preferimos: sermos mortos ou assassinados?

Ambas as coisas significam: morte. A vida é tirada conscientemente.

 

O quinto mandamento também vale para a nossa relaçäo para com os animais. Ambas as instituiçöes, católica e evangélica, säo a favor dos experimentos com animais.

Animais também sentem! Os animais nos matadou­ros gritam, porque sentem, que em poucos minutos lhes será tirada a sua vida. Eles sentem que näo podem morrer de acordo com as leis da natureza, mas sim que o tiro acaba com a sua vida.

E podemos continuar. Perguntemo-nos: Porque é que tantos animais säo tristes? Porque sofreram cons­cientes ou porque sentem, que teräo de sofrer ine­fávelmente, talvez através de experimentos com ani­mais. A alma parcial dos animais carrega a expe­riên­cia, o sofrimento e os sofrimentos de séculos, de milénios. Isto faz que muitos animais sejam tristes e outros agressivos. Quem tem a culpa?

Que milhöes e bilhöes de animais säo mortos de propósito, ou seja massacrados conscientemente e utilizados para experimentos – o que é isto? “É só um animal”, diz o homem, mas também o animal sente. Um animal que é maltratado, sente, ele chora, reclama. Se gritamos com um animal, ele assusta-se e afasta-se de nós! Nós vemos que tem sensaçöes, tem sentimen­tos. Ele sente com mais sensibilidade que um homem e sabe quando vai para o matadouro, sabe quando vai ser utilizado para experimentos.

Será que talvez das palavras “näo assassinarás” se deduz uma justificativa para as corridas dos touros, para a luta de galos, para todas as situaçöes, onde homens permitem morte pelo prazer de lutar, de des­truir o “adversário” ou pelo prazer de matar? Pois näo é “assassinio”.

O homem é cruel. Porque é que se pode matar mas näo se pode assassinar? Sobre este porque, é que nós cristäos deveríamos reflectir.

 
 

VI

 

O sexto mandamento

 

O sexto mandamento diz desde sempre: “Näo adul­terarás”. Numa Bíblia mais recente, “As Boas No­vas”, está escrito em vez disto: “Näo rompas o casa­mento.” Se cometemos adultério ou rompemos um casamento, qual é a diferença?

Destruir um casamento significa, que nós, um ho­mem ou uma mulher, nos intrometemos  no casamento do nosso próximo, incitando a mulher contra o homem ou o homem contra a mulher.

“Näo adulterarás” significa porém: Se eu como marido ou esposa, fiz a aliança com meu parceiro perante Deus, entäo mantenho a fidelidade em pensa­mentos, palavras e açöes. Já é adultério quando eu näo sou fiel em pensamentos, imagino um outro parceiro ou imagino ter um contacto corporal com ele.

Mas tudo isto começa com pequenos sinais – pala­vras, olhares, gestos –, que ativam os pensamentos e as imaginaçöes. De que tipo säo as energias – igual de que grau –, que fluem por exemplo, num namorico? Será que ambicionamos com um namorico manter a fidelidade ao nosso parceiro e ao sim que demos ao parceiro?

Neste sentido Jesus disse no Sermäo da Montanha:

“Näo adulterarás. Eu porém vos digo: Quem no entanto somente desejar uma mulher,  já cometeu o adultério com ela no seu coraçäo.”

Também em pensamentos posso cometer adultério. Reconhecemos: “adultério” e “destruir o casamento” näo é o mesmo. Portanto, as Bíblias dizem coisas dife­rentes.

O que é que Deus disse aos Israelitas através de Moisés? Disse “Näo adulterarás”? Ou disse “Näo destruas o casamento”? Em quem acreditamos mais? Em Deus através de Moisés ou nos corretores da Bíblia?

Perguntemos novamente o que está por detrás disto. Se uma formulaçäo é mudada de tal forma, entäo algo deve estar por detrás disto. Será que os corretores tinham a opiniäo de que um “modo de agir contra o matrimónio” – por exemplo, dar uma escorregadela –, näo tinha de necessáriamente destruir o matrimónio? Disto resultaria, que um modo de agir assim seria permitido, desde que näo destrua o matrimónio.

Porque é que os corretores querem permitir o modo de agir contra o matrimónio?

Façamo-nos conscientes: Quando a mulher, o ho­mem, sabem do modo de agir do parceiro contra o matrimónio, o que é que eles sentem? O que é que eles pensam? Que sentimentos têm? Talvez eles sintam um sofrimento inefável, desapontamento, humilhaçäo. Talvez resulte daí inimizade, ódio, brigas e disputa com o parceiro. Através desta conduta säo liberadas palavras e pensamentos. Nós sabemos que nenhuma energia se perde – para onde vai esta energia? Ela cai em parte sobre o que pensa e por parte no causador.

Nós cristäos originais acreditamos nas palavras de Deus através de Moisés: “Näo adulterarás.” E acredi­tamos nas palavras do Cristo de Deus em Jesus, que disse: “Vocês ouviram, que foi dito, näo adulterarás. Eu porém vos digo, quem somente desejar uma mu­­lher, já cometeu adultério com ela em seu coraçäo.”

Ninguém é perfeito, por isso tal coisa pode acon­tecer uma vez. Talvez o homem tenha trazido consigo o adultério como carga da alma para esta vida terrena. Agora deve reconhecer esta culpa nas suas sensaçöes, sentimentos e pensamentos e purificá-la; porém, em vez de a purificar, ele volta a cometer o adultério. Se isto acontecer, depende de como ele age nesta si­tuaçäo. Se ele reconhece o que causou com a sua conduta, e se arrepende de coraçäo, purifica com Cristo, e näo volta mais a fazer o mesmo, é perdoado pela parte de Deus. Se recebeu o perdäo também do parceiro, entäo o pecado está dissolvido.  Porém se o parceiro näo lhe perdoa, entäo fica esta culpa ainda por ser perdoada.

 

Adultério – como é com aqueles que näo vivem num matrimónio? Como é por exemplo com o celiba­to? Será que o celibato é a vontade de Deus, ou será que a reformulaçäo deste sexto mandamento é talvez entre outros uma concessäo para padres por causa de muitos deslizes? Quem criou o celibato?

Jesus, o Cristo, näo falou do celibato. Nós näo po­demos dizer: Jeus näo foi casado, por isto os seus denominados de seguidores näo podem casar. Isso seria falso. Jesus veio como o filho de Deus, para trazer a redençäo. E Jesus, o filho de Deus, nunca disse, que o matrimónio é pecado. Ele falou   p e l o  matrimónio, näo porém pelo adultério. Por isto o celi­bato näo pode ser de Jesus.

Será que um homem pode manter o celibato se ele trouxe na sua alma o desejo de matrimónio, de re­laçöes físicas? Nós cristäos originais conhecemos a reencarnaçäo e sabemos, que aquilo que näo purifi­camos em encarnaçöes passadas é levado por nós novamente para esta encarnaçäo. Entäo possivelmente um padre tem dentro de si o desejo de viver com uma parceira. Se num homem estäo presentes cargas de um matrimónio duma vida passada, entäo este irá agir assim e de maneira parecida, se ele näo quiser arre­pender-se e purificar este potencial de pecado com a força do Senhor. Isto é válido para todas as pessoas, e também é válido para padres. É por isto que entre os padres se peca muito neste campo.

Näo nos tornamos livres através de privaçöes e de repressöes, mas sim apenas através do reconhecimento e da purificaçäo paulatina dos programas humanos e pecaminosos. Nenhum ser humano é perfeito. O ver­dadeiro cristäo luta diariamente pela perfeiçäo.

 

Como lidamos nós cristäos originais com o matrimónio?

Nós cristäos originais mantemos a fidelidade peran­te a pessoa, à qual demos o nosso sim. Nós esforçamo-nos por viver diáriamente de acordo com os Dez Mandamentos e com o Sermäo da Montanha. Por isto näo adiamos aquilo que surge de desavenças num matrimónio, num casamento, até que surja o desapon­tamento mútuo, mas sim purificamos diáriamente.

Um cristäo original conta como ele purifica, quan­do lhe vêm sensaçöes ou sentimentos que se dirigem contra o seu parceiro. Ele diz: “Eu conheço a lei das analogias, e eu sei muito bem: aquilo que me irrita nela, o que eu critico nela, também está em mim – pelo menos por uma certa parte. Antes de criticar a lasca no olho do meu próximo, esforço-me por retirar a trave do meu própio olho preguntando-me a mim mesmo que pecados correspondentes tenho em mim. Eu sei: Apenas me posso mudar a mim mesmo. E se eu quero mudar o meu próximo, entäo tenho de me perguntar, se eu näo quero mudar-me a mim mesmo.”

Nenhum homem é perfeito, também nenhum cristäo original, que se esforça diariamente, por viver de acordo com os Dez Mandamentos e com o Sermäo da Montanha. Nós perguntamos ao irmäo: “O que  fazes, quando de repente sentes o desejo de te aproximares de outra mulher? O que fazes quando outra mulher te agrada e sentes que desenvolves sentimentos por ela?”

O irmäo responde: “Eu sei, que tudo tem uma causa. Entäo eu pergunto-me o que tenho em mim para que tal coisa aconteça. As minhas sensaçöes, sentimen­tos, pensamentos e talvez imagens falam-me. Pode ser uma culpa, uma carga desta ou de uma outra vida terrena. Se eu realmente quiser saber e mudar isto, entäo o reconhecerei. Para mim torna-se claro, contra quem e de que maneira agi de forma contrária. Eu posso entäo arrepender-me, pedir perdäo, perdoar e reparar o mal, o quanto ainda for possível. Depois proponho-me firmemente a no futuro agir de outra maneira, quer dizer pensar e actuar legítimamente. Isto de maneira geral, no entanto pode haver muitas coisas distintas por detrás, dependendo daquilo que eu fiz de errado no passado.

Pode ser também, que um ritmo corporal desarmo­nioso deixe reactivar programas pecaminosos. Pois quando estou equilibrado e em harmonia, näo me vem täo fácilmente o desejo impelente da energia humana, quer dizer, feminina. Por detrás deste desejo tem de existir certas causas. Eu pergunto-me, o que se formou em mim, no meu mundo de sentimentos, sensaçöes e pensamentos e porque. Em mim pode estar um descon­tentamento, um desapontamento, talvez também dese­jos näo realizados ou algo parecido. Estes säo pensa­mentos e imagens, nos quais eu me reconheço, e que eu posso purificar. Eu näo tenho de vivê-los, mas eles säo-me demonstrados através da energia do dia para que eu os possa por em ordem com a ajuda de Cristo.”

Mais perguntas ao irmäo: “Como ordenas os dese­jos? Como purificas isto que te move e impele? Apenas te obrigas a näo pensar mais nisto ou dizes: se eu sigo estes desejos, entäo cometo o adultério, por isso deixo-o. Ou o que é que fazes além disto?

O irmäo: “Quando me vêm pensamentos ilegítimos e pensamentos de desejos impelentes, depende de como eu reajo a este respeito, o que eu faço com isto. Se deixo os meus pensamentos sairem livremente, e deixo que uma imaginaçäo de desejo que me veio, se multiplique, entäo reforço o desejo. Porém quero captar os meus pensamentos e desejos e olhar para dentro deles, para me reconhecer e os superar com Cristo. Por isto eu digo “stop” ao pensamento de desejo, porém näo o reprimo. Eu tenho de encontrar a raiz, neste caso a raiz da minha insatisfaçäo. Talvez a insatisfaçäo provenha dum desapontamento näo local de trabalho ou do facto de eu no me preencher alguns pequenos desejos inocentes e legitimos, ou  por ex­emplo adio já por algum tempo uma conversa para esclarecer algo, ou näo consigo tomar uma decisäo. Existem muitas possibilidades. Se encontro esta raiz e se ordeno com Cristo o que está por ordenar, está purificada a causa do pensamento de desejo. Entäo torno-me livre do desejo de ter outra mulher.”

 

Muitos desapontamentos em matrimónios e vidas conjugais säo causados por nós homens vivermos muito uns em cima dos outros, quer dizer, por termos pouco espaço livre.

Nós cristäos originais fizemos a experiência: Se pa­ra nós a fidelidade é um mandamento em Cristo, entäo resultam muitas possibilidades de se viver um com o outro no matrimónio ou na vida conjugal. Entäo tent­amos criar possibilidades, para que ambos possam, da mesma maneira, livres, desenvolver-se pessoalmente. Por exemplo, cada qual deveria ter um quarto para si, para onde se possa retirar, um quarto que decora e mobilia como ele mesmo deseja e onde pode viver assim como gostaria. A condiçäo para isto é de qual­quer maneira a fidelidade ao parceiro. Nós somente podemos manter a fidelidade, quando mantemos a fidelidade a Cristo, quando nos esforçamos diaria­mente por realizar os Dez Mandamentos e o Sermäo da Montanha.

A chave para uma vida comum em paz está na ori­entaçäo para a mesma meta. Se a meta é a mesma, entäo näo iremos limitar  o nosso próximo, ou prende-lo a nós, mas sim deixar-lhe a liberdade e assim tor­namo-nos nós mesmos livres.

Deus criou-nos como seres independentes e näo, para vivermos dependentes uns dos outros. Por isso é que nós cristäos originais, realizamos a igualdade. O homem esforça-se de vez em quando por fazer o tra­balho da mulher, e a mulher também se esforça por näo ser dependente do homem, mas sim por alcançar a independência. Isto cria a independência e a satisfaçäo para ambos. Cada pessoa deve desenvolver os seus talentos e qualidades, que lhe säo dadas por Deus. Cada qual deveria estar pelo outro e näo contra o outro.

É dito “assim na Terra como no céu.” O matrimónio é desejado por Deus e näo a limitaçäo. Näo o adultério, mas sim o estar um pelo outro.

Também nós cristäos originais näo somos perfei­tos.Também entre os cristäos originais existem brigas em alguns matrimónios. Porém os parceiros sempre tentam dar um fim a estas brigas com a pergunta: Qual é a minha parte? É dito: Olha primeiro para a trave no teu olho antes de tirar a lasca do olho do teu próximo.

Nós esforçamo-nos por dissolver desarmonias, su­perando juntos activamente problemas até acharmos a soluçäo, sobre a qual se pode edificar ainda mais o estar um pelo outro.

Nós experimentamos, que parceiros que voltam sempre a ter desavenças na vida conjugal ou no ma­trimónio, podem chegar a encontrar uma relaçäo relaxada e positiva, quando cada um arranja o seu pequeno reino dentro da casa ou do apartamento. Portanto os parceiros näo têm de se separar.

Se é possível para cada um criar este pequeno reino dentro de casa, entäo cada qual pode retirar-se, quando sente a necessidade. Entäo pode viver pessoalmente. Näo volta a irrritar-se sempre de novo com o outro, compreensäo e benevolência crescem novamente; cada qual trabalha seus pontos, e chegam a uma re­conciliaçäo mútua en muitos casos. A condiçäo para um desenvolvimento destes é manter a fieldade recíproca e estar disposto à reconciliaçäo.

 

Nos nossos matrimónios e vidas conjugais ten­tamos, viver orientados por Cristo, dirigimos-nos a Ele. Com isto se cria um fundamento para o matrimó­nio, que vale a pena manter, que nós nem queremos quebrar.

A orientaçäo conjunta a Cristo dá-nos a força para um matrimónio profundo e verdadeiro. Somente assim pode sair bem a formaçäo de uma família em Seu nome e a educaçäo dos filhos, que sentem a segurança em Cristo, que percebem, que existe mais na vida do que o egoismo e materialismo.

Se existe a harmonia entre os parceiros, entäo isto tem um efeito positivo sobre as crianças. O meio na familia é favorável ao desenvolvimento de todos os membros da familia – Isto vai até ao animal do­méstico. A atmosfera pacífica em casa irradia para outros âmbitos da vida e para o meio-ambiente. Luz sempre atua de modo atraente, porque é clara e quente. Onde säo cumpridos os mandamentos de Deus, está a segurança em Deus e a confiança recíproca, e lá está a liberdade.

Se porém um parceiro näo quer realizar estas legi­timidades cristäs originais, se tem outros interesses, entäo mesmo assim os cristäos originais säo fiéis aos seus princípios. Eles näo deixaräo sair o parceiro do seu coraçäo, mas sim permanecem-lhe fiéis, faça o que ele fizer – também quando ele deixa a parceira ou ela deixa o parceiro e ele procura outra mulher ou ela procura outro homem. Pois o mandamento “näo adulterarás” diz: eu prometi a fidelidade ao meu parceiro, assim o deixarei livre, se ele se afasta de mim. Eu, porém, näo quebrarei esta aliança de fidelidade.

Se o parceiro ou a parceira quiser casar-se nova­mente e deseja divorciar-se do homem, da mulher, entäo a cristä original ou o cristäo original consentirá. Ao cristäo ou à cristä original abandonado é entäo dada a liberdade de se aproximar de um novo parceiro ou parceira, pois aquele que foi abandonado näo come­teu adultério. Porém também ele terá de examinar as suas sensaçöes, pensamentos e desejos.

 

No Sermäo da Montanha temos as instruçöes, com cuja ajuda podemos reconhecer porque é que fizemos os erros e como podemos purificá-los.

Seja que pecados temos de reconhecer em nós, é possível dar a volta. Pois Deus ama todos os Seus filhos. Ele näo expulsa nenhum de Seu coraçäo. Por­tanto näo existe a condenaçäo eterna, mas sim pode ser dada a volta através da graça de Deus. É dito que quando pecamos, näo devemos ficar caídos e também näo devemos permanecer agarrados a estes pensa­mentos, a estes pecados, porém devemos tomar a coragem para tomar a mäo do Eterno e levantar; e devemos purificar o pecaminoso com a ajuda de Cristo em nós e näo voltar mais a fazer o mesmo. Este é o caminho para a liberdade. Este é o caminho para o nosso próximo e com o nosso próximo. Isto é para nós a vida cristä original.

 

VII

 

O sétimo mandamento

 

O sétimo mandamento diz: “Näo roubarás.” Assim está escrito na maioria das Bíblias. Na Bíblia “As Boas Novas” está escrito: “Näo roubes a liberdade a nin­guém, nem a sua propriedade.”

Reconhecemos novamente que näo devemos tomar a Bíblia palavra por palavra, mas sim de acordo com o sentido. Quando aprendemos a compreender o sentido, entäo sabemos quais as passagens da Bíblia que corre­spondem à verdade eterna e quais näo. Nós apenas podemos compreender o sentido da palavra da Bíblia quando nos orientamos por Deus, quando reali­zamos passo a passo os Dez Mandamentos e o Sermäo da Montanha. Todo o resto é opiniäo, e permanece opi­niäo e näo é a verdade, enquanto nós mesmos näo almejamos pela verdade. Com outras palavras: O que nós ouvimos ou lemos de uma afirmaçäo, o que pen­samos ou falamos, apenas é verdade, se está preen­chido com a nossa realizaçäo dos mandamentos de Deus.

Que sentido existe no sétimo mandamento “Näo roubarás”?

Roubar significa que nós tomamos algo do nosso próximo, que lhe tiramos algo. Roubamos aqui e ali dinheiro do nosso próximo, roubamos os seus perten­ces e bens. Mas também roubamos o tempo do nosso próximo, por exemplo quando conversamos com ele sobre coisas insignificantes. Também intervimos na sua vida, quando o impedimos de seguir o seu camin­ho, quando lhe impomos a nossa opiniäo e esperamos dele, que ele acredite naquilo que nós apresentamos como opiniäo.

Uma forma de roubo é também, retirar energia do próximo, quando nós nos preocupamos tanto com ele (e seja em pensamentos) até que ele se aperceba de nós e faça para nós aquilo que nós mesmos näo queremos fazer. Se o nosso próximo näo pode seguir o seu ca­minho por causa da nossa interferência, se ele näo pode realizar os seus pensamentos e a sua vontade, mesmos sendo estes ilegítimos, entäo acabamos por o prender a nós, para lhe roubar energia. Ele deve entäo fazer o que nós queremos. Cristo ensina-nos sobre isto na Sua grande obra de ensino, “Esta é a minha pala­vra”:

“Quem se deixa dominar pelo seu próximo, quem faz aquilo que outros dizem, mesmo reconhecendo, que este näo é o seu caminho, é vivido e passa ao lado da sua existência terrena. O mesmo näo usa os dias; é usado por aqueles, aos quais serve, e por isso näo conhece o seu caminho como homem sobre esta Terra.

Quem prende o seu próximo, impondo-lhe a sua vontade, pode ser comparado com um vampiro, que suga a energia dos seus semelhantes. Ele näo se co­nhece a si mesmo e prende-se ao mesmo tempo às suas vítimas, e ao reverso a vítima que se deixa sugar, prende-se a ele. Em alguma das vidas, ou em trajes terrenos ou como almas nos âmbitos do além, iräo acabar por encontrar-se de novo – e isto tantas vezes e por tanto tempo até se terem perdoado um ao outro.”

Porque é que cada pensamento é decisivo?

Porque é que eu posso roubar energia do meu pró­ximo, energia da alma e do corpo, através de pensa­mentos? O meu próximo näo conhece os meus pensa­mentos?

Nós na maioria das vezes näo estamos conscientes do facto, que pensamentos säo forças e que já com pensamentos podemos culpar-nos para com o nosso próximo. Podemos roubar energia da alma e do corpo do nosso próximo através de pensamentos quando emitimos certos pensamentos pecaminosos como, por exemplo, desejos. Se na alma do nosso próximo estäo coisas pecaminosas latentes parecidas com o que nós emitimos em pensamentos, entäo este potencial co­meça a vibrar nele, quer dizer, torna-se ativo, e sobe ao seu mundo de sentimentos e pensamentos. Nós fize­mos surgir esta reaçäo nele através da emissäo dos nossos pensamentos, e assim nós o infeccionamos com o nosso pensar, querer e desejar.

Isto dá origem a mais coisas, pois talvez o nosso próximo que se tornou vítima dos nossos pensamentos, realiza um desejo ilegítimo, sendo que nós emitimos os nossos pensamentos tanto tempo até que nele se de­spertaram e se tornaram vivas coisas contrárias corre­spondentes, com as quais ele age pecaminosamente. O que aconteceu? Nós influenciamos a sua energia da alma e do corpo, com o qual o corpo e a alma se tor­naram mais fracos, sendo que coisas contrárias se tornaram ativas cedo demais. Se o nosso próximo näo consegue superar estes desejos e os pecados que säo para ele novamente cargas, entäo nós somos partíci-pes.

 

Para isto um exemplo: Um homem vê uma mulher. Nele sobe a sensaçäo de querer  conhecer esta mulher de mais perto, de entrar em contacto com ela. A mu­lher näo pensa nele. Ele porém volta sempre a pensar nela. O efeito disto pode ser: ela repara nele e ocupa-se com ele. Eventualmente surgem até nela os mesmos desejos, que também estäo despertos nele para com ela. Assim ele colocou em movimento através da sua iniciativa este redemoinho de pensamentos, talvez até chegar ao desejo.

Se nesta mulher surge o desejo, pois nela se encon­tram coisas parecidas, mas ela näo se dirige ao emissor senäo a um outro homem, ao qual a mulher entäo emite, entäo o homem que despertou o potencial de emissäo na mulher tem parte da culpa dos pecados da mulher que foram activados e também dos pecados do homem ao qual ela emitiu, no qual possívelmente também foram estimulados coisas iguais ou parecidas. Os pensamentos partiram do emissor, do homem para a mulher; na mulher foram estimuladas algumas coisas; os pensamentos partiram entäo da mulher em direçäo a um outro homem, no qual, por sua vez, algumas coisas se tornaram ativas. Possívelmente aquele homem pensa por sua vez numa outra mulher ou a partir da tensäo ele torna-se ativo de forma nega­tiva, até mesmo violenta. Quem entäo tem a culpa pelas açöes pecaminosas do homem?

Nós vemos, assim pode surgir uma corrente de culpa, onde cada um que está envolvido, está preso com a sua parte.

Num complexo de culpa destes pode estar entre­laçado muito sofrimento. Um dos envolvidos torna-se eventualmente infiel à sua parceira, um outro pode näo alcançar a sua meta de vida, um outro cai na autocom­paixäo e depressäo e outras coisas mais.

A origem de toda esta desgraça seria, no nosso ex­emplo, o homem que emitiu. Quem tem a maior culpa? Ele ou os seus semelhantes que foram estimulados por ele? A maior culpa tem ele a carregar, pois ele roubou ao seu próximo. Ele causou a fraqueza de energia na mulher à qual ele emitiu, de modo que foram despertas nela estas causas cedo demais.

Mesmo que as causas estejam na alma do nosso próximo, näo temos o direito de ativá-las através dos nossos pensamentos, através dos nossos desejos. Por isto pensamentos säo muito perigosos, assim nós também podemos roubar o nosso próximo através dos nossos pensamentos.

Se näo somos conscientes destas relaçöes, se näo sabemos nada acerca de um potencial de emissäo de pensamentos, que pode causar e estimular muita coisa näo próximo, entäo nós estamos convencidos de que näo quebramos o sétimo mandamento “näo roubarás”. Nós nunca roubamos dinheiro, também näo tiramos os bens e pertences do próximo, entäo pensamos que de acordo com o sétimo mandamento estamos sem defei­to.

Façamos entäo a pergunta a nós mesmos: Será que somos puros em pensamentos? Nós também podemos esforçar-nos por um auto-reconhecimento mais pro­fundo com a pergunta: De quem retiramos energia através da emissäo de pensamentos? A quem influen­ciamos através do nosso desejar e querer, através do nosso emitir, sobre quem actuamos, para através disto ganhar algo para nós mesmos?

Nós temos a ideia de que as nossas intençöes tanto para nós como para o nosso próximo se tornam mais claramente visíveis, mais reconhecíveis nas nossas palavras e açöes que nas nossas sensaçöes, sentimentos e pensamentos. Mas também aqui se deve tomar cui­dado, pois muitas vezes as aparências iludem.

 

Se examinamos as verdadeiras motivaçöes da nossa maneira de falar e agir, entäo, possivelmente iremos descobrir, que agimos falsamente e assim roubamos o nosso próximo. Eventualmente demos um presente ao nosso próximo de propósito, para receber um presente maior. Ou falamos a seu gosto, ou o lisonjeamos, para fazê-lo ficar do nosso lado, para que ele faça aquilo que nós queremos nos nossos pensa­mentos. Lison­jeadores e hipócritas querem sempre algo para si e roubam o seu próximo.

Olhemos para o mundo. Lá existe a luta pela ener­gia – por exemplo, o dinheiro do próximo. A circu­laçäo justa de comércio e troca baseia-se no princípio “dar e receber”. Se esta circulaçäo está equilibrada, entäo recebemos tanto quanto demos antes abnegada­mente. Esta é a base do um pelo outro e com o outro da verdadeira vida em comunidade cristä e disto se origina o bem para todos, o bem comum.

O princípio “dar e receber” näo é apenas de vez em quando abusado na vida comercial. Só um exemplo: se preços säo estipulados muito altos, entäo isto é roubar o próximo. Para onde nós olhamos, está a desi­gualdade. De modo geral, toma-se mais do que se dá. Com isto um dia o mundo irá cair.

Na natureza é parecido. A mäe terra é explorada. No decorrer de milhares de anos tiramos-lhe as suas forças – e demos-lhe apenas veneno. Esta é a razäo pela qual os nossos mantimentos estäo em parte enve­nenados, e assim também nós iremos envenenar-nos passo a passo. Os frutos mostram-se, as consequências daquilo que nós causamos. Assim é que atua a lei de semente e colheita.

As muitas doenças – de onde vêm? Näo só vêm da comida impura, da água deteriorada e impura, como também da nossa semente, que é composta das inúme­ras sensaçöes, sentimentos, pensamentos, palavras e acöes negativas e egoístas, isto quer dizer, contrárias às leis. A água, a comida impura säo apenas o produto que nós ingerimos e que entäo estimula o corpo a adoecer, o qual já está enfraquecido através da lei de semente e colheita.

É óbvio que especialmente os cristäos no mundo ocidental super-civilizado, com muitas técnologias, capitalista e eficaz, pisaram o sétimo mandamento. Agora todos nós sentimos as consequências devastado­ras.

Aqui presenciamos mais uma vez a corrente de cau­sas. Quem, por exemplo, produz veneno, carrega parte da culpa pelos danos e pelo sofrimento nos reinos naturais, e carrega parte da culpa que pessoas adoecem através do veneno, que entäo emitem pensamentos negativos por causa da doença que, possívelmente, irrrompeu neles cedo demais. Estes pensamentos negativos e este potencial de emissäo estimulam por sua vez mais pessoas a pensar e actuar de maneira negativa. Assim, pode continuar sempre mais a corren­te de causas. O produtor de veneno é o culpado princi­pal nesta corrente de causas, porém cada qual que através do seu actuar ou näo actuar – também através da indiferença perante o mal evidente – tem parte nisto, carrega uma parte da culpa.

 

“Näo roubarás” – se apenas tomamos as palavras, entäo compreendemos pouco do que está contido nelas. Para compreender cada dia melhor o sentido – pois só ele dá vida – nós cristäos originais propuse­mos-nos a fazer a tarefa de passo a passo realizar os Dez Mandamentos e o Sermäo da Montanha. Assim  almejamos a verdade, para viver cada vez mais a verdade e levar ao mundo a veracidade, a justiça para com o nosso próximo e também para com a natureza. Entäo também reconhecemos a verdade na Bíblia.

 
 

VIII

 

O oitavo mandamento

 

O oitavo mandamento diz na maioria das Bíblias: “Näo darás falso testemunho contra o teu próximo” ou “contra os teus próximos.” Mais uma vez a Bíblia “As Boas Novas”, é uma exepçäo: Ela reduz a afirma­çäo para um só aspecto. Lá lemos o seguinte: “Näo mintas acerca do teu próximo.”

Nós agimos contra o oitavo mandamento quando falamos mentiras acerca do nosso próximo. Porém falso testemunho quer dizer também, falar ao nosso próximo com palavras doces, lisongeá-lo, louvá-lo, afirmá-lo, e isto com muitas palavras, com muitos enredos dentro das palavras, para eventualmente alcançar algo para nós mesmos. Os nossos pensamen­tos, o nosso querer, säo entäo bem diferentes das nosas palavras. Isto é o falso testemunho, falsidade. Agimos assim para roubar energia do nosso próximo, reco­nhecimento e atençäo, que ele näo nos teria dado da forma como nós desejamos dele. Entäo  näo somente näo falamos a verdade, mas nem mesmo a nossa opiniäo sincera; nós falamos aquilo que achamos que o nosso próximo gostaria de ouvir. Reconhecemos que a afirmaçäo do sétimo mandamento flui para dentro deste mandamento: “Näo roubarás”.

O que é uma opiniäo? “Opiniäo” quer dizer sempre, que näo sabemos. Näo conhecemos a verdade, assim apenas imaginamos algo, que cabe no nosso esquema de pensamento e que parece entäo lógico para nós. Isto é entäo a nossa opiniäo. Como uma opiniäo dá a tes­temunha do näo saber, entäo ela pode ser mentira.

Visto do ponto de vista espiritual – quer dizer na realidade –, uma palavra, uma afirmaçäo, um pensa­mento, como ouvimos, está tanto tempo vazio e oco, quanto  a palavra vem de coisas lidas, do intelecto, dos conhecimentos. Ela somente adquire som, peso e importância, quando o homem preenche com vida aquilo que fala, quer dizer com a verdade, com a sua realizaçäo, com o f a z e r.

 

Quem deixa que os mandamentos de Deus se tor­nem vivos no seu pensar, falar e agir, sabe que aquilo sobre o qual fala, é a verdade, pois ele mesmo o expe­rimentou e viveu. Assim as suas sensaçöes, sentimen­tos e pensamentos estäo de acordo com as suas pala­vras. Quem porém fala sobre a vida, sobre legitimida­des divinas, como também sobre coisas da vida diária entre os homens e ele mesmo näo as utiliza na sua vida, quer dizer näo as experimentou, este näo pode exprimir nada mais do que suposiçöes, imaginaçöes, opiniöes.

Isto quer dizer que uma verdade, uma legitimidade da vida interior, só pode ser transmitida e passada adiante por aquele que a realiza, quer dizer, que a vive.

É afirmado que padres, pastores, bispos e cardinais säo garantes da verdade. Será entäo que bispos, cardi­nais, pastores e padres podem ter opiniöes? Uma opi­niäo näo é absolutamente a verdade, como nós vimos. Se como garante näo falamos a verdade, entäo damos falso testemunho contra o nosso próximo e desta maneira pecamos. Assim poderíamos perguntar-nos: Será que podemos absolver o nosso irmäo, a nossa irmä que vem a nós com a sua petiçäo, com o seu pecaminoso, se nós mesmos pecamos sabendo melhor ou até mesmo de propósito?

Todos nós nos deveríamos examinar e controlar diariamente naquilo que falamos. Pois perante Deus cada um é um garante. Ele garante perante Deus, que aquilo que diz, está de acordo com a verdade. Se as nossas palavras näo estäo de acordo com a verdade, se somente säo suposiçöes ou opiniöes e nós sabemos disto, pois os nossos pensamentos se mostram bem diferentes, e nós até mesmo agimos de outra forma, entäo damos falso testemunho. Assim, falamos falsa­mente porque pensamos de outra forma. Falamos fal­samente e somos falsos, somos mentirosos.

Somente aquele que é honesto, quer dizer veraz, que fala aquilo que realmente sente e pensa, e também age de acordo, tem a capacidade de distinguir o semel­hante honesto e veraz daquele que é mentiroso, que forma opiniöes e é tentador. Se nós näo almejamos com toda a força por orientar o nosso pensar e com­por­tamento aos Dez Mandamentos e ao Sermäo da Montanha, entäo caimos muitas vezes no anzol da­queles que formam opiniöes.

Nós cristäos originais mantemos o oitavo manda­mento da seguinte maneira: Nós esforçamos-nos por nos observar em tudo o que pensamos, falamos e fazemos. Quando estamos a conversar com o nosso próximo, perguntamos-nos: Isto o que dizemos é verdade, ou é um falso testemunho? Nós reconhece­mo-nos a nós mesmos, quando näo examinamos e controlamos apenas as nossas palavras, quer dizer aquilo que dizemos, mas sim também os nossos pen­samentos e até as nossas sensaçöes, se estas säo verídicas.

Naturalmente poderia-se dizer: Para aquele cuja consciência näo dá alarme, tudo é verdade, e este dá muitas vezes falso testemunho contra o seu próximo. Mas o normal é que a consciência bate, quando nos observamos diáriamente e colocamos a nossa vida nas mäos de Cristo, cumprindo passo a passo os Dez Man­damentos e o Sermäo da Montanha. Entäo reconhe­cemos imediatamente: Falamos falsamente, damos falso testemunho, ou somos verídicos? Isto mostra-se nos nossos sentimentos e também nos nossos pensa­mentos. Assim o Cristo de Deus nos revelou, e quem mantém isto, reconhece-se a si mesmo e sabe, se é fiel à verdade, quer dizer a Cristo, e se é fiel ao oitavo mandamento em seu sentir, pensar, falar e agir.

Já quebramos a fidelidade ao oitavo mandamento quando contamos um boato como por exemplo: “Eu ouvi dizer que fulano disse isto e aquilo.” Se näo provamos primeiramente se isto é verdade, entäo já nos fazemos culpados.

Para näo nos carregarmos de culpa, quando con­tamos boatos como se fossem verdade, poderiamos dizer a isto: “Isto poderia ser um boato.” Porém neste caso deveríamos perguntar-nos: Porque é que nós con­tamos este boato? O que é que nós queremos atingir com isto? Näo deveríamos falar sobre uma terceira pessoa. Se algo nos chama a atençäo, vamos ao nosso irmäo ou a nossa irmä e perguntamos-lhe. Expressa­mos aquilo que nos comove. Entäo estamos justos para com o nosso próximo e demos um passo em direçäo à realizaçäo do princípio da justiça.

Asssim deveríam pensar e viver os cristäos. Assim cumprimos o oitavo mandamento: “Näo darás falso testemunho contra o teu próximo.”

 
 

IX

X

 

O nono e o décimo mandamento

 

Os ultimos dois mandamentos podem analizar-se conjuntamente, pois säo muito parecidos no seu con­teúdo. Na Bíblia Scofield, com a traduçäo de acordo com Martin Lutero, o nono mandamento diz o seguin­te: “Näo cobiçarás a casa do teu próximo” e o décimo mandamento: “Näo cobiçarás a mulher do teu próxi­mo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi,
nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”

Na traduçäo revisada de Martin Lutero do ano de 1984 o nono mandamento diz: “Näo cobiçarás a casa do teu próximo” e o décimo mandamento: “Näo co­biçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, a sua serva, o boi, o jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”

Na Bíblia “As Boas Novas” já estäo juntos o nono e o décimo mandamento. Lá está escrito: “Näo procures tomar para ti nada daquilo que pertence a outro, nem a sua mulher nem o seu escravo, bois, jumento nem coisa alguma que lhe pertence.”

Perguntemos-nos: O que me pertence realmente? Será que eu me vejo como o que na verdade sou, a casa do Espírito Santo, o templo de Deus – o que é que me pertence entäo? A mim pertence-me a plenitude de Deus, o céu e a Terra. Tudo o que é, está como essên­cia e força em mim, no meu corpo espiritual, que é o microcosmo no macrocosmo. É a minha herança espiritual. Meu Pai, que também é o Pai de todos os seres puros, das almas e dos homens, deu-nos como herança para cada um de nós as inúmeras forças da infinidade. Tudo isto está em nós, e nós deveriamos desenvolvê-lo através de uma vida de acordo com as leis divinas.

Aquilo que nos pertence no exterior, na Terra, é a nossa herança terrena. É um presente de Deus, que deveríamos administrar bem e ao qual näo nos deveríamos ligar.

 

Daí surge com relaçäo ao nono mandamento “Näo cobiçarás a casa do teu próximo”: Dá-te por satisfeito com aquilo que Deus te deu, que tu podes administrar. A tua tarefa é respeitar o que te pertence na Terra, de o aumentar de maneira legítima e de o cuidar, mas näo de ter inveja daquilo que pertence ao teu próximo.

Muitos têm inveja dos bens e pertences dos seu próximos, porque no nosso mundo existe a desi­gualdade e o desequilíbrio. Se todos tivessem o mesmo, entäo ninguém iria viver na pobreza. Cada qual estaria mais ou menos satisfeito, pois no final das contas teria o mesmo que o seu vizinho. Talvez o seu estaria arranjado de outra maneira, construido de outra forma, feito de outro modo e com outra decoraçäo, mas visto como energia, ele teria o mesmo. Enquanto este desequilíbrio continuar sobre a Terra, os homens infringiräo também o nono mandamento: “Näo cobiçarás a casa do teu próximo.”

Na traduçäo unificada lemos acerca de como os pri­meiros cristäos viveram no primeiro século depois da morte de Jesus. Alí está escrito: “A comunidade dos crentes era um só coraçäo e uma só alma. Ninguém dizia que coisa alguma das que possuía era sua própria, mas todas as coisa lhes eram comuns. Pois näo havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, traziam o dinheiro do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se entre todos como tinham necessidade. (Atos 4:32-35)

 

Nós vemos: Se pessoas vivem os ideais cristäos, o mandamento do um com o outro, da unidade, da comunidade, da fraternidade, entäo a exigência do nono e do décimo mandamento deixa de ser actual, pois ja näo mais estäo presos às propriedades pessoais. Tudo pertence à comunidade, e todos trabalham na comunidade para o bem de todos.

Também os cristäos originais de hoje almejam o mesmo.

Sempre mais pessoas se esforçam por viver neste sentido. Eles juntam os seus bens e pertences, assim que cada qual pode participar da mesma forma daquilo que é administrado e mantido pela comunidade, e pode entäo receber da mesma maneira dos rendimentos da comunidade.

 

Se nós nascemos no bem-estar ou a nossa circun­stância de vida trouxe consigo por exemplo um em­prego onde se ganha bem, um negócio bem adminis­trado e que prospera e que nos dá prosperidade, muitos bens e posses, entäo depende de como lidamos com aquilo que nos pertence.

Se administramos os bens e posses de maneira cor­recta e entregamos aquilo que näo precisamos neces­sáriamente, entäo o nosso herdeiro – o filho, a filha – também pode fazer o mesmo. Ele os receberá dos pais, irá administrar-los bem e irá dar aquilo que näo precisa necessáriamente.

Se os pais adquiriram os bens e pertences de manei­ra ilícita, qual será entäo o decorrer disto? Depois do falecimento dos pais, os bens väo para os herdeiros de acordo com as leis terrenas. Mas como säo as legitimi­dades espirituais? Será que bens que näo foram adqui­ridos com forças positivas da vida, do dar e receber, säo duradouros?

Olhemos para o mundo, e reconhecemos de muitas maneiras, que muitas empresas se dissolvem na segun­da ou terceira geraçäo. Os herdeiros têm possívelmente interesses bem diferentes. Assim aquilo que foi adqui­rido pelos pais de maneira ilicita, desfaz-se.

Também podemos ver espiritualmente o nono man­damento “Näo cobiçarás a casa do teu próximo.”

Nós cristäos originais acreditamos, que cada um de nós é o templo do Espírito Santo, quer dizer a casa de Deus. O que acontece quando nós desejamos uma pessoa, para talvez através de maneira corporal, sujar, danificar e profanar a sua casa, o seu templo?

O que acontece quando nós vemos a casa, o templo do nosso próximo como nossa propriedade, e fazemos o que queremos com este templo, com esta casa?

Se nós, por exemplo, utilizamos esta casa, onde o espírito de Deus habita, quer dizer, o homem, como escravo, se colocamos sobre ele cargas e trabalhos pesados, se deixamos o nosso semelhante trabalhar para nós por um salário muito baixo, e nós porém nos entregamos, a excessos, banqueteamos e nos adoramos na nossa riqueza, entäo sentimo-nos iguais a Deus e penetramos no templo, na casa do nosso próximo como ídolos e fazemos dele a nossa ferramenta.

Demos uma olhada na história ocidental: Na idade média existia a servidäo. Os camponeses eram servos dos fidalgos, e eles mesmos somente recebiam uma pequena parte do seu rendimento. Pensemos também no comércio de escravos. Europeus roubavam seres humanos na Africa, levavam-nas para a América para lá entäo leiloá-los como se fossem um producto. Os donos do novo mundo leiloavam escravos, pagavam por eles, mantinham-os praticamente como animais, usavam a sua força manual e muitas vezes deixavam-os padecer deplorávelmente.

A história mostra, que uma das igrejas oficiais mantinha escravos até ao século 19. Entäo surge a pergunta: quem é que determinou o rumo desta insti­tuiçäo? Será que foi o Cristo de Deus, que ensinou aquando Jesus a fraternidade que é igual à irmandade, ou será que tudo isto foi feito por outras forças?

Na Africa os seres humanos foram presos e lei­loados, quer dizer havia um comércio de escravos. Isto näo ocorre mais hoje em dia desta forma. Mas será que no batismo de bebés näo ocorre o mesmo? Nós ainda näo nos livramos inteiramente da escravidäo pois crianças que ainda näo podem decidir-se sendo täo jovens, näo tendo ainda o poder de decisäo, säo sim­plesmente tomados e através do batismo säo ligados à instituiçäo, mesmo que Jesus tinha ensinado: “Pri­meiro ensina e depois batiza”, ou seja: Deixa o teu próximo decidir-se livremente, se ele quer aceitar esta ou aquela religiäo.

Nós vemos e compreendemos, que näo nos deve­mos prender à letra da Bíblia,  pois senäo muitos de nós poderiam dizer: “Eu näo cobiço a casa do meu próximo, eu estou satisfeito com a minha, entäo eu näo actuo contra o nono mandamento ‘Näo cobiçarás a casa do teu próximo’. Eu sou entäo um bom cristäo.” Quem näo se controla a si mesmo, quem näo analiza os seus pensamentos, quem näo compreende o sentido das palavras na Bíblia, acredita que cumpre na maior parte todos os Dez Mandamentos. Em relaçäo ao décimo mandamento veremos num exemplo de como ainda podemos agir contra o nono mandamento.

 

Na Bíblia de Lutero temos o décimo mandamento, que é parecido com o nono: “Näo cobiçarás a mulher do teu próximo, nem servo, serva, boi, jumento, nem tudo aquilo que pertence ao teu próximo.” Este man­damento diz que näo devemos tirar do nosso próximo tudo isto e mais ainda. Isto näo tem de acontecer com violência e com represálias. Muitas vezes isto ocorre bem mais subtilmente, através dos nossos desejos e do nosso querer. Assim pode acontecer o seguinte:

Nós temos os nossos olhos sobre uma propriedade, por exemplo, um pedaço de terra. Durante muito tempo, durante anos, mantemos pensamentos de dese­jo, até que um dia o nosso próximo vende a sua terra por algum motivo, e nós a podemos comprar. Entäo pensamos: “Eu sempre quis este pedaço de terra do meu próximo. Assim o destino quis, e ele vende o pedaço de terra, e eu posso compra-lo. Que sorte a minha!”

Será que realmente foi o acaso ou a sorte? Será que Deus nos ajudou nesta compra? Ou será que foram os nossos desejos e o nosso querer? Talvez nós sonhamos intensivamente – quer dizer imaginamos – possuir estes bens e pertences? Pensamentos säo forças, tam­bém imagens de desejo, ambos se esforçam por se realizar.

Entäo pode ter acontecido da seguinte maneira:

Nós talvez emitimos pensamentos de desejos atra­vés de anos. Nós colocamos uma aura de desejo à volta desta terra e entäo o proprietário teve dificulda­des. Quem é que estimulou as dificuldades? Talvez nós, através dos nossos pensamentos de desejos. Pode ser que estas dificuldades já estavam presentes no nosso próximo, que entäo favoreceram este desenvol­vimento. Porém se estas dificuldades fossem apa­recendo paulatinamente, assim ele poderia tê-las puri­ficado passo a passo e näo precisaria vender a sua terra. Assim também nós somos culpados do decorrer da venda e da compra.

Continuemos com o exemplo: Nós compramos esta propriedade. Talvez também tomamos o servo, a serva, o boi, o jumento, tudo aquilo que o proprietário tinha adquirido. No começo tudo parece ir bem. Na terceira ou quarta geraçäo baixa a energia, pois os nossos filhos e netos näo têm interesse na propriedade. Entäo faz-se a pergunta: Porque isto acontece? A propriedade foi comprada de maneira falsa, desonesta, sem sinceri­dade, quer dizer, por causa de uma cobiça, uma inveja: finalmente existia uma intençäo de roubo.

Também pode ser que a mulher que é denominada no décimo mandamento ainda se junte a isto: Nós emitimos pensamentos a outra mulher tanto tempo até que, possívelmente, a possuimos, a dominamos e a temos como nossa.

Muitos sentem-se como donos de uma fortuna pe­quena ou grande. Como é que administramos as nossas posses? Será que as vemos como nossa propriedade, com a qual podemos fazer o que quisermos, ou nos vemos como administradores daquilo que Deus nos confiou?

Se damos a outros tudo aquilo que vai além das nossas necessidades assim que a igualdade possa sur­gir nesta Terra, neste mundo, entäo nós temos a nossa propriedade justamente. Entäo também estare­mos satisfeitos com a mulher, com o servo, com a serva, com o boi, com o jumento, e com tudo o que possui­mos. Aquele que näo está satisfeito com aquilo que Deus lhe entregou para administrar, pode procurar e aceitar aquilo que está de acordo com a sua imagem de desejo. Quem porém deseja a propriedade do seu próximo, quer dizer cobiça, quer somente algo para si. Quem somente quer para si os seus bens, a sua pro­priedade, este irá mais cedo ou mais tarde adquiri-lo, porém näo através da energia divina, e logo após o possuir, já irá perde-lo novamente. Pois uma legitimi­dade na lei da causa e efeito diz: O que tu queres prender, o irás perder.

Para nós cristäos originais a “cobiça” é igual ao “roubo”, pois sabemos que com pensamentos de desejos que cultivamos, podemos causar  mais coisas negativas do que com palavras que expressamos bre­vemente, porém que näo intensificamos em pensamen­tos.

Pensamentos säo forças. Pensamentos de cobiça säo forças que roubam. Se nós näo podemos imediata­mente roubar  do nosso próximo aquilo que lhe perten­ce – algum dia, quando o nosso próximo estiver rece­ptível para isto, tirar-lo-emos através do nosso pensar com cobiça, do falar falsamente e talvez através do nosso agir desonestamente.

Também o desprezo do nosso próximo por causa de uma qualidade, dom ou coisa que ele possui e que nós invejamos, é um agir contra o nono e décimo e tam­bém contra o sétimo mandamento: “Näo roubarás.”

Nas poucas palavras do nono e do décimo manda­mento estäo, como vemos, muitas coisas para o auto-reconhecimento,  por um lado o aspecto material, por outro, o espiritual, o templo de Deus, o próximo, o nosso irmäo, a nossa irmä.

 

 

Assim é que nós cristäos originais vemos os Dez Mandamentos, e nos orientamos por eles. Muitos de nós podem dizer que através disto atingiram uma vida mais feliz e mais livre, que se tornaram mais satisfeitos e que possuiam tudo aquilo que necessitam e mais além disto. Pois Deus é a plenitude e dá àquele que näo cobiça, que näo dá falso testemunho contra o seu próximo, e que näo rouba o seu próximo com pensa­mentos e açöes.

Muitos dos nossos semelhantes iräo ver os Dez Mandamentos de outra forma. Nós näo queremos impor a ninguém que pense e viva assim como nós o fazemos. Cada qual é livre, e cada um tem um outro grau de reconhecimento. Se nós vivemos de acordo com as nossas regras e de acordo com a nossa compre­ensäo dos Dez Mandamentos, se as pomos em prática na nossa vida diária, iremos perceber cada vez mais de cada mandamento, pois assim a nossa consciência se amplifica e nós vemos mais profundamente.

 

Nós amigos de Cristo na Vida Universal temos um desejo: Que cada vez mais dos nossos semelhantes se orientem pelos Dez Mandamentos e vivam de acordo com elas. Nós cristäos originais sentimos-nos unidos com todas as pessoas, pois em Deus somos todos irmäos e irmäs, porque somos filhos de Deus.

Nós desejamo-vos muita força e o amor perceptível do nosso Senhor e redentor, Cristo.

 

Saudaçöes em Deus



 

Deus, a fonte e

a corrente do ser, nosso Pai –

nós, a Sua imagem

 

 

As primeiras palavras essenciais que Deus nos deu a nós homens através dos Dez Mandamentos, dizem: “Eu sou o Senhor teu Deus.” Esta afirmaçäo tem um valor fundamental para nós cristäos originais, pois Deus é a origem e a vida de todos os seres, de todas as coisas, de todo Ser.

Deus é a fonte da qual flui a Sua luz, a Sua força, a vida. Deus é também a energia mais elevada, eterna­mente fluente, também denominada éter de luz espiri­tual ou Espírito Santo. O espírito de Deus é a força criadora, quer dizer que haure, e que também anima, vivifica, que alimenta e  mantém. Ele faz com que as formas do Ser se formem, conduzindo-as à evoluçäo. Ele faz com que as inúmeras formas dos reinos espiri­tuais mineral, vegetal e animal cresçam e amadureçam, ele faz com que passem pelos diversos estados e graus de consciência – passando pelos seres da natureza até aos seres espirituais amadurecidos, os filhos de Deus, chamados na Terra de “anjos”.

Deus também se deu a forma a si mesmo: Ele é o ser espiritual mais elevado, o Pai de todos os seres espirituais que säo a sua imagem perfeita.

Deus também é a força e a vida na matéria e o Pai de todas as almas e homens. Ele é a nossa origem e a nossa meta. Aos filhos de Deus em trajes terrenos e nos âmbitos de purificaçäo para onde a alma vai de­pois de deixar o corpo físico, é dado o mandamento de, através da realizaçäo e do cumprimento paulatino das leis de Deus, voltar a ser novamente a imagem de Deus, que nós somos de origem, para entäo retornar­mos ao céu, puros e perfeitos. Os Dez Mandamentos de Deus, que säo um extrato da lei absoluta dos céus, mostram-nos o caminho. Uma vida contra os manda­mentos de Deus, quer dizer, uma vida no pecado, conduz ao distanciamento de Deus e, de acordo com a lei de semente e colheita, a mais destinos terrenos escuros e cheios de sofrimento.

Se incluimos os conhecimentos sobre o nosso “de onde” e “para onde” na nossa vida diária, iremos utilizar os nossos dias para reconhecer a nossa culpa, e purificar assim como Jesus ensinou: arrependemos-nos, pedimos perdäo, perdoamos, reparamos o mal e näo voltamos mais a cometer o pecado reconhecido. Com isto aproximamo-nos passo a passo de Deus. Anulamos a carga, a sombra, o pecado que está sobre a nossa herança divina e deixamos com que o puro, o luminoso, o divino, apareça. Assim realizamos o sentido e a finalidade da nossa vida na Terra, pois: Nós estamos na Terra para nos tornarmos novamente di­vinos.

Nós cristäos originais seguimos o Caminho Interior e, através da realizaçäo e do cumprimento paulatino das Suas leis, crescemos para uma vida de responsabi­lidade consciente no espírito de Deus. Esforçamos-nos por cumprir em todos os âmbitos da nossa vida os princípios divinos da igualdade, da liberdade, da uni­dade e da fraternidade, dos quais resulta a justiça.


 

Die Zehn Gebote Gottes - Das Leben der Urchristen

 

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